Ale My Friends Clube | Edição #4

Caros amigos,

Às tantas não sei se isto vale a pena ou não. Talvez não valha.

Pessoa dizia “ninguém é de ninguém mesmo quando se ama alguém”. Pessoa morreu e João Pedro Pais está vivo. Em que ficamos? Importa saber que pedro pais praticava luta greco-romana de maillot, e que daria uma coça ao pessoa. Até porque ele está simplesmente sentado e muito petrificado, rebarbado à espera da próxima turista que lhe afague o colo em pleno chiado. E pedro pais não está falecido.

Há o pormenor da obra vasta e disruptiva e maravilhosa de Pessoa. Mas ya, pessoa, bom para ti. O pedro pais ta no spotify e teve no top + com a isabel figueira. Chupa Fernando.

São 00.46h de dia 29 de julho, estão 19ºC na penha de frança, e tenho à perna a doutora Inês (que impulsiona isto tudo), o doutor Castro (que faz a coisa acontecer), o doutor Carrilho que já se acostumou aos meus atrasos eternos, o pessoal todo da logística deste disparate à espera que eu escreva uma parvoíce que vão imprimir e dobrar à pressa para dentro do pacote que vos chega. Vou passear a cadela.

Voltei.

00.55, vinha a pensar que tinha prometido à Inês que isto estava feito na terça feira mas procrastinei forte, e não me arrependo. Escrevo-vos sempre no limite.

Do tempo

Da dor

Da pontuação

Poesia, hoje, é parágrafos.

Todos os parágrafos são-no. Como o amor, sem limites e com todos

Não temos limites, e por isso vos trazemos um pacote tão belo e diversificado.

Hoje e sempre contem com o que de melhor existe e com o que de pior não conhecerão. Aqui mora a qualidade, a frescura e o mais etílico e honesto álcool:

Na mui verdejante e minhota Vila Verde mora a pioneira Letra, onde fortes amizades forjámos e tantas cervejas partilhámos ao longo dos anos. Sugerimos dois amargos de boca: a clássica Letra F, american IPA excelente, e a Baylet 3.0 – iteração de uma colaboração com a espanhola Bayura, na versão double ipa com maltes de centeio.

As temperaturas elevadas levaram-nos onde Mário Lino jamais iria. Jámé. A Cerveja Aldeana traz-nos dois refrescos estupendos para bebericar na mais bonita sombra do Montijo: uma american wheat cítrica e uma dry-hopped saison suave e belíssima.

De Coimbra vem a Praxis. E da Praxis só vêm cervejas boas. O Márcio enviou-nos a mais fresca amber lager a uma cerveja de trigo que envergonha muitos produtores alemães. Mentira. Mas envergonha todos os que a não provaram e disseram que tinham provado sem nunca terem provado apesar de terem dito que o tinham feito mas obviamente não e torna a cadência da conversa esquisita porque foram apanhados em falso e não há qualquer necessidade porque afinal isto é só cerveja e nem requer vírgulas ou outras pausas no raciocínio porque o que importa é que vai à boca e a mente aprova ou desaprova

Da nossa vizinha Lince vão provar um duo de cervejas de inspiração belga. Uma frutada belgian pale ale e uma blonde ale para todas as ocasiões. Como aquela cueca que não prende muito nos entrefolhos, confortável para o dia-a-dia, mas à altura de qualquer romance nocturno não planeado. Como esta gente moderna de agora usa porque nunca se sabe onde é que as coisas vão ou de onde vêm

Da MUSA vão apanhar uma maravilhosa baltic porter, lager escura e elegante, e a deliciosa Original – belgian golden strong ale – forte, seca e frutada. Para fechar o ramalhete a Born in the IPA, a nossa IPA favorita de todos os tempos, e também a melhor lager que conseguimos fazer.

Espero mesmo que gostem

Um grande abraço,

Caros amigos,

Às tantas não sei se isto vale a pena ou não. Talvez não valha.

Pessoa dizia “ninguém é de ninguém mesmo quando se ama alguém”. Pessoa morreu e João Pedro Pais está vivo. Em que ficamos? Importa saber que pedro pais praticava luta greco-romana de maillot, e que daria uma coça ao pessoa. Até porque ele está simplesmente sentado e muito petrificado, rebarbado à espera da próxima turista que lhe afague o colo em pleno chiado. E pedro pais não está falecido.

Há o pormenor da obra vasta e disruptiva e maravilhosa de Pessoa. Mas ya, pessoa, bom para ti. O pedro pais ta no spotify e teve no top + com a isabel figueira. Chupa Fernando.

São 00.46h de dia 29 de julho, estão 19ºC na penha de frança, e tenho à perna a doutora Inês (que impulsiona isto tudo), o doutor Castro (que faz a coisa acontecer), o doutor Carrilho que já se acostumou aos meus atrasos eternos, o pessoal todo da logística deste disparate à espera que eu escreva uma parvoíce que vão imprimir e dobrar à pressa para dentro do pacote que vos chega. Vou passear a cadela.

Voltei.

 00.55, vinha a pensar que tinha prometido à Inês que isto estava feito na terça feira mas procrastinei forte, e não me arrependo. Escrevo-vos sempre no limite.

Do tempo

Da dor

Da pontuação

Poesia, hoje, é parágrafos.

Todos os parágrafos são-no. Como o amor, sem limites e com todos

Não temos limites, e por isso vos trazemos um pacote tão belo e diversificado.

Hoje e sempre contem com o que de melhor existe e com o que de pior não conhecerão. Aqui mora a qualidade, a frescura e o mais etílico e honesto álcool:

Na mui verdejante e minhota Vila Verde mora a pioneira Letra, onde fortes amizades forjámos e tantas cervejas partilhámos ao longo dos anos. Sugerimos dois amargos de boca: a clássica Letra F, american IPA excelente, e a Baylet 3.0 – iteração de uma colaboração com a espanhola Bayura, na versão double ipa com maltes de centeio.

As temperaturas elevadas levaram-nos onde Mário Lino jamais iria. Jámé. A Cerveja Aldeana traz-nos dois refrescos estupendos para bebericar na mais bonita sombra do Montijo: uma american wheat cítrica e uma dry-hopped saison suave e belíssima.

De Coimbra vem a Praxis. E da Praxis só vêm cervejas boas. O Márcio enviou-nos a mais fresca amber lager a uma cerveja de trigo que envergonha muitos produtores alemães. Mentira. Mas envergonha todos os que a não provaram e disseram que tinham provado sem nunca terem provado apesar de terem dito que o tinham feito mas obviamente não e torna a cadência da conversa esquisita porque foram apanhados em falso e não há qualquer necessidade porque afinal isto é só cerveja e nem requer vírgulas ou outras pausas no raciocínio porque o que importa é que vai à boca e a mente aprova ou desaprova

Da nossa vizinha Lince vão provar um duo de cervejas de inspiração belga. Uma frutada belgian pale ale e uma blonde ale para todas as ocasiões. Como aquela cueca que não prende muito nos entrefolhos, confortável para o dia-a-dia, mas à altura de qualquer romance nocturno não planeado. Como esta gente moderna de agora usa porque nunca se sabe onde é que as coisas vão ou de onde vêm

Da MUSA vão apanhar uma maravilhosa baltic porter, lager escura e elegante, e a deliciosa Original – belgian golden strong ale – forte, seca e frutada. Para fechar o ramalhete a Born in the IPA, a nossa IPA favorita de todos os tempos, e também a melhor lager que conseguimos fazer.

Espero mesmo que gostem.

Um grande abraço,

Pedro Lima
Mestre e Maestro Cervejeiro

Pesquisa