ALE MY FRIENDS CLUBE | EDIÇÃO #11

Caros amigos,

 

Costumo dedicar esta primeira parte do texto a temas vazios, graçolas a que só eu acho piada, insultos despropositados ou simplesmente a discorrer sobre assuntos que me interessam muito ou, não poucas vezes, me desinteressam profundamente. Penso que não é o momento para repetir este exercício que tanto gosto de partilhar convosco. Não tenho conseguido sorrir. O que se tem passado no leste da Europa é, para além de triste e criminoso, uma desilusão e uma vergonha para a nossa espécie. Sou apenas um gajo que faz cerveja, portanto vou apenas falar de amarguras que compreendo. Deixo-vos antes um parágrafo de silêncio, cheio daquilo que gostaria de saber dizer.

 

 

 

 

Posto isto, a cerveja:

Caso vos apeteça algo bom, aqui o Ambrósio sugere um pacote cheio de bombonzinhos para satisfazer o vosso desejo de requinte.

Da aveirense Maldita propomos uma leve e cítrica Pilsner, equilibrada com elegância pela doçura do malte, e a ultra-medalhada English Barleywine, repetente no pacote porque na cerveja vale a pena voltar ao lugar onde fomos felizes.

Vão ambas bem com ovos moles e fedor da Ria.

A amarantina D´Os Diabos traz-nos dois clássicos da escola inglesa. Uma porter janota pincelada com maltes torrados e uma bitter caramelizada e amarga, com aromas florais e sabor a tradição.

Vão ambas bem com uma avé-maria e três pecados mortais.

Fomos ao Montijo trazer duas Aldeanas atrevidas, certeiras para este dias que não são quentes, nem semi-frios, nem doces da casa. Uma bière de garde possante mas aprumada e uma stout de pequeno almoço produzida com adição de grãos de café no final do processo.

Vão ambas bem com Viennetta.

Da vizinha Dois Corvos, um pijaminha de maltes e uma punkalhada de lúpulos. A Bela Flanela é uma amber ale macia e fácil de beber e a Lisbon Calling uma Double IPA tropical com amargor firme e hirto.

Vão ambas bem com aves assadas na brasa. Corvos inclusive.

Da MUSA incluímos duas novidades e duas frescas antiguidades. A Dirty Old Brown é uma brown ale com lúpulos americanos, adocicada e cremosa. A IPA na Xulipa é uma IPA experimental com lúpulos modernaços e uma estirpe de levedura inglesa que está na berra. Muito amarga e aromática, um samba à portuguesa. Directamente do fim da linha de enchimento roubámos as vossas conhecidas Red Zeppelin e  Psycho Pilsner, frescas frescas frescas.

 

Espero que gostem!

 

Um grande abraço,

Pedro Lima
Mestre e Maestro Cervejeiro

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