Ale My Friends Clube | Edição #1

Caros amigos,

Se estão a ler isto é porque adquiriram, roubaram, ou alguém teve a extraordinária ideia de vos oferecer o segundo pack Ale My Friends. Ou pacote, que as cervejas são todas portuguesas. Atenção que isto não é feito com qualquer patriotismo e muito menos nacionalismo. É um mero acaso geográfico sermos amigos destes cervejeiros talentosos que falam português e vivem a umas léguas daqui. O que não é acidental é a composição deste ramalhete e dos pacotes vindouros.

Mensalmente tentaremos trazer a este palco as estrelas mais afinadas. Umas consagradas, outras com menos visibilidade, nenhuma cadente. Todas cabeças de cartaz, sem playbacks ou xaropadas de milho. Uma viagem pela nossa terra, inovadora e romântica como as de Garrett, mas mais abrangente que o redutor vaivém a Santarém.

As escolhas deste mês recaíram sobre quatro marcas de que gostamos muito. Mesmo que não gostássemos tinha de dizer que gostamos senão parecia esquisito, apesar de sermos contra aldrabices e intrujões. Que somos muito, a sério que sim. Mesmo, acreditem. Mas adiante, senão parecemos pouco sérios e não quero nada que pensem que não o somos. O nosso marketing e estratégia comercial são dos mais honestos que já vi. E todas as pessoas da firma, sem excepção. Só gente boa. Alguns não conheço assim tão bem, talvez porque me mandam passar os dias e noites fechado na fábrica a produzir cervejas e não permitem contactos entre colegas. Algumas até são bonitas e bem falantes, mas onde se ganha o pão não se come a carne. Sou completamente vegetariano em relações e assuntos laborais. Nem penso nisso, em parte porque não tenho tempo nem dinheiro para convidar ninguém para um café. Fora isso adoro trabalhar na Musa, é uma família mesmo super funcional e feliz. Tipo os Fritzl. Mas portanto, a primeira eleita foi a Bolina. Recentemente chegada a Marvila, vinda da Azambuja, é uma marca fundadora do movimento da cerveja artesanal em Portugal. Apresentam-nos duas referências frescas, óptimas para este início de esplanadismo e escaldões no ombro – uma red ale com rooibos (estudos revelam que é uma erva com propriedades, e é vegetal, portanto não-animal, por conseguinte faz bem) e uma american wheat bem lupulada, a Lobo do Mar. Receitas novas do Rui Bento. Da OPO74, marca portuense de grandes amigos e camaradas de armas - João Rilo, Diogo Abreu et al - levam no pacote com a já clássica IPA americana Gyroscope e a delicada pale lager Common People em versão mini, porque é fixe. Da bonita cervejeira HopSin de Colares vão beber a sua mais conhecida e apreciada cerveja – a aromática SeteAis – e a recente versão da american porter Black Sparrow, cujo nome faz pendant com o do cervejeiro Sérgio Pardal. Uma passaragem chilreante de que, aposto, vão gostar. Se não gostarem a culpa é dele, ou vossa. Por último, duas cervejas mais robustas da aveirense Maldita, sempre muito bem executadas pelo Gonçalo Faustino. A sua famosa e medalhada English Barleywine e a nova Titan, uma portuguese grape ale produzida com mosto de uva branca em parceria com o enólogo Luís Leocádio.

Da MUSA incluímos apenas referências em fim de prazo e que não conseguiríamos despachar de outra maneira. Mentira! Tentámos compor a selecção acima descrita com 2 cervejas que habitam no nosso portefólio permanente e duas novidades que caem aqui bem. As nossas veteranas Twist & Stout e Psycho Pilsner, escolhidas para alargar o espectro de pantones do pacote, a recentemente lançada The Notorious I.P.A. – uma east coast IPA amarga e resinosa equilibrada por uma gulosa estrutura de maltes – e a Barley White – uma barleywine de estilo americano, complexa e sensual, para se beber com a boca e alguma língua.

Espero que esta selecção vos traga óptimas experiências e que vos aguce a curiosidade para beber do admirável mundo de sabor e amor que aqui, mensalmente, vamos explorar.

À vossa!

Pedro Lima
Mestre e Maestro Cervejeiro

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Para qualquer tipo de reclamação ou ofensas escrevam-me por email directamente para o meu endereço pessoal: ines@cervejamusa.com

 

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